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Formigas em Unidades de Saúde: o risco oculto das invasoras que ameaçam a segurança hospitalar

  • Foto do escritor: Fernanda Malta
    Fernanda Malta
  • 2 de nov. de 2025
  • 4 min de leitura

As formigas são criaturas pequenas, mas seu impacto em ambientes hospitalares pode ser imenso. O que à primeira vista parece apenas uma invasão incômoda pode, na verdade, esconder uma ameaça séria à saúde pública. Essas pragas urbanas, quando presentes em unidades de saúde, funcionam como vetores silenciosos de microrganismos patogênicos, capazes de contaminar equipamentos, superfícies e até insumos médicos — comprometendo a segurança de pacientes e equipes.



De invasoras comuns a transmissoras de doenças



Extremamente adaptáveis, as formigas encontram nos hospitais condições ideais para se desenvolver: calor, umidade, frestas, ralos, lixeiras e alimentos disponíveis em refeitórios e copas. Além disso, o constante fluxo de pessoas e materiais favorece o transporte de colônias inteiras de um setor a outro.

Durante seu deslocamento, esses insetos entram em contato com resíduos orgânicos e superfícies contaminadas, transportando microrganismos em suas patas, corpo e antenas. Assim, podem transferir bactérias e fungos para áreas limpas, como enfermarias, farmácias, UTIs e salas de cirurgia.


Estudos realizados ao longo dos anos em hospitais brasileiros e internacionais confirmam que formigas podem carregar uma ampla variedade de patógenos, incluindo Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Klebsiella spp., Enterococcus spp., Salmonella spp. e Aeromonas spp. — microrganismos frequentemente associados a infecções hospitalares. Esses agentes são capazes de sobreviver por longos períodos em superfícies e contaminar pacientes vulneráveis, especialmente aqueles imunossuprimidos.



A diversidade das formigas e sua presença em hospitais brasileiros



O Brasil possui uma das maiores diversidades de formigas do planeta, com aproximadamente 1.500 espécies catalogadas. Em ambientes hospitalares, no entanto, os estudos apontam a presença de cerca de 50 a 60 espécies diferentes em todo o país, sendo algumas mais recorrentes devido à sua alta capacidade de adaptação.


Entre as espécies mais comuns em hospitais estão:


  • Tapinoma melanocephalum (formiga fantasma): minúscula e de cor clara, infesta aparelhos eletrônicos, carrinhos hospitalares e frestas;

  • Paratrechina longicornis (formiga louca): extremamente ágil e resistente, circula com facilidade entre áreas internas e externas;

  • Monomorium pharaonis (formiga faraó): prolifera rapidamente em locais quentes e secos, instalando colônias dentro de paredes e estruturas hospitalares;

  • Camponotus spp. e Solenopsis spp.: geralmente encontradas em áreas externas, mas que podem invadir depósitos e almoxarifados.



Essas espécies têm comportamento oportunista e se aproveitam de qualquer brecha estrutural ou alimento disponível para se instalar. O resultado é a formação de colônias invisíveis, mas altamente ativas, que podem se espalhar por todo o hospital em poucas semanas.



Como ocorre a contaminação e quais áreas são mais vulneráveis



As formigas hospitalares têm rotas de contaminação bem definidas: elas transitam entre ambientes sujos (depósitos, banheiros, lixeiras e áreas externas) e ambientes limpos (salas de preparo, enfermarias e centros cirúrgicos). Durante esse trajeto, atuam como veículos de microrganismos resistentes, que se aderem ao corpo do inseto e são depositados em locais críticos.

Isso inclui mesas de apoio, macas, teclados de equipamentos, bandejas de instrumentos e até embalagens de medicamentos.


As áreas de maior risco de contaminação são aquelas com circulação intensa e presença de pacientes vulneráveis. Destacam-se:


  • UTIs (Unidades de Terapia Intensiva): ambiente de alto risco biológico, com pacientes imunossuprimidos;

  • Salas de cirurgia e esterilização: exigem controle microbiológico rigoroso;

  • Laboratórios e farmácias: exigem condições assépticas permanentes;

  • Cozinhas e refeitórios: fontes potenciais de contaminação alimentar;

  • Depósitos e almoxarifados: locais onde pragas encontram abrigo e alimento.



Em todos esses setores, uma infestação pode gerar consequências graves, desde infecções hospitalares até interdições sanitárias, além de prejuízos à imagem institucional.



Infecções hospitalares e o impacto das pragas



No Brasil, as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) afetam, em média, de 13% a 14% das internações hospitalares, segundo estimativas do Ministério da Saúde. O índice é quase três vezes superior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A presença de pragas urbanas, especialmente formigas, é considerada um dos fatores de risco associados a essas infecções, pois favorece a disseminação cruzada de bactérias entre pacientes, equipamentos e superfícies.


Além dos riscos biológicos, uma infestação também compromete a credibilidade da instituição, gera custos com internações prolongadas e pode resultar em sanções da Vigilância Sanitária, incluindo multas e suspensões de funcionamento.



O que dizem as normas sanitárias



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) define normas específicas para o controle de pragas em unidades de saúde. A Portaria nº 2.616/1998 obriga todos os estabelecimentos de saúde a manter um Programa de Controle de Infecção Hospitalar, com ações contínuas de limpeza, desinfecção e dedetização.

A RDC nº 222/2018 complementa essas exigências, estabelecendo diretrizes para o gerenciamento de resíduos e a adoção de medidas de prevenção e controle de vetores e pragas urbanas.

Essas normas exigem que o serviço de dedetização seja realizado por empresas especializadas, licenciadas e com produtos aprovados pela Anvisa, além de exigir relatórios técnicos e comprovantes de execução atualizados — documentos que são verificados durante inspeções sanitárias.



A importância de um plano contínuo de controle de pragas



O controle de formigas e outras pragas em ambientes hospitalares deve ser planejado e constante, não pontual. A abordagem correta envolve:


  • Inspeções periódicas para detecção precoce de focos de infestação;

  • Identificação precisa das espécies para escolha de métodos eficazes e seguros;

  • Aplicação de iscas e armadilhas específicas, que não contaminam o ambiente;

  • Uso de produtos de baixa toxicidade, regulamentados e aprovados pela Anvisa;

  • Monitoramento contínuo, com relatórios técnicos e orientações preventivas.



Esse conjunto de práticas assegura que o ambiente hospitalar permaneça protegido, seguro e em conformidade com as normas sanitárias vigentes.



PASTAROSA Serviços: excelência em controle de pragas hospitalares



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Com equipe altamente treinada, equipamentos modernos e produtos aprovados pela Anvisa, a PASTAROSA Serviços garante resultados duradouros e compatíveis com os padrões de biossegurança exigidos por hospitais, clínicas e laboratórios.

Além disso, a empresa oferece monitoramento contínuo e relatórios técnicos detalhados, assegurando que cada cliente mantenha o controle de pragas dentro das exigências legais e das boas práticas de gestão sanitária.


Em ambientes hospitalares, o cuidado precisa ser total — e o controle de pragas é parte essencial da prevenção de infecções.

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Fundada em 1997, a PASTAROSA Serviços é uma empresa goiana especializada em controle de pragas urbanas, sanitização e higienização de caixa d'água, atendendo residências, comércios, indústrias e órgãos públicos. Com sede em Goiânia e filial em Brasília, atua com tecnologia, responsabilidade ambiental e rigor técnico, garantindo soluções seguras e eficientes. A empresa possui licenciamento ambiental completo e equipes altamente capacitadas, supervisionadas por biólogos especialistas, que asseguram a excelência em cada serviço.

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